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“Ser ético exercita o espírito”, diz Clóvis de Barros Filho

Não é preciso ter fé nem seguir alguma religião para desenvolver a espiritualidade. Basta ser ético no dia a dia. Assim entende o professor Clóvis de Barros Filho, especialista em ética, disciplina que leciona na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Segundo ele, formado em direito e em jornalismo e autor de vários livros, sem tal saber seríamos animais submissos aos nossos instintos. Incapazes de conviver. Ao considerar o próximo, esse conhecimento se torna uma forma de exercitar o espírito e de aprimorar a conduta humana. O bem comum, aliás, remete a outro pilar da trajetória do filósofo: Jesus Cristo, seu mestre espiritual. Exemplo que nos legou a exigente tarefa de amar uns aos outros para além dos nossos desejos narcisistas. Nesse ponto de intersecção, a filosofia e os ensinamentos cristãos apontam para o mesmo horizonte: a vida digna de ser vivida.

Clóvis desacredita numa força criadora que regeria o Universo, mas está certo de que a existência pode ser maravilhosa se servida dos três tipos de amor – o desejo de Platão, a alegria de Espinoza e a ágape de Cristo. “Isso significa buscar coisas que se quer e não se tem, conseguir se alegrar com aquilo que já se tem e perceber que não se pode ser totalmente alegre sozinho. Tem de haver pessoas com quem compartilhar e ainda zelar pela alegria delas”, diz. Na contramão das receitas de autoajuda dispara: “Acredito que a felicidade seja um instante de vida que gostaríamos que durasse um pouco mais”.

 

Grupo Abril

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